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O poder da concentração


Meditação aumenta a tolerância à dor e reduz efeitos do envelhecimento, diz estudo


Por Filipe de Paiva 


A técnica veio do oriente mas, por aqui como ao redor do mundo, o número de adeptos só cresce. A meditação é usada para lidar com o estresse e aliviar dores, ora para promover o relaxamento ou controlar a pressão arterial. As razões são muitas e a elas, uma pesquisa na Montreal University, no Canadá, acaba de associar mais dois bons motivos que podem fazer muito mais gente aderir ao comportamento zen: meditadores tornam-se menos menos sensíveis à dor e sofrem menos as consequências do envelhecimento.

Segundo os pesquisadores, a meditação altera fisicamente regiões do cérebro ligadas às sensações de dor e relaxamento. O efeito é progressivo. Meditadores de longo prazo colhem mais frutos, ou seja, ficando cada vez mais resistentes e menos  ansiosos.

A neurociência tem buscado descobrir as mudanças que o cérebro pode sofrer com a prática da meditação, se baseando em um conceito chamado Neuroplasticidade, que é a ideia de que aquilo que prende o foco e a atenção de uma pessoa pode reformar o cérebro de modos significativos.


Uma das pesquisas neste campo, realizada na Emory University, nos EUA, sugere que a prática regular da meditação tem efeitos neuroprotetores e reduz o declínio cognitivo que é resultante do processo natural do envelhecimento. Portanto, a meditação pode ajudar a melhorar funções motoras e até habilidades de aprendizado.

Um cientista da Montreal University, Joshua Grant, fez estudo com a intenção de investigar a percepção de dor e os efeitos analgésicos em potencial causados por estados da mente em meditadores Zen experientes.

A meditação Zen consiste em manter o foco no “aqui e agora prestar atenção na respiração, nos pensamentos, sentimentos e sensações que estão no ar no momento, e analisá julgamentos.

No estudo, meditadores Zen experientes (com mais de mil horas de meditação) e voluntários sem prática, ajustados por sexo e receberam individualmente estímulos termais para gerar dor moderada na panturrilha. Os meditadores experientes precisaram de temperaturas mais altas (49,9°C) para sentir dor e voluntários (48,2°C). Grant e sua equipe concluíram que meditadores Zen são menos propensos à dor e experienciam efeitos analgésicos quando a mente está em estado perceptivo. A tolerância mais alta se deve ao fato de eles terem uma camada mais grossa do córtex cingulado, região do cérebro envolvida no processamento da dor. A atividade cerebral acrescida e sustentada pode ser responsável pelo engrossamento da camada, como se fosse um músculo se tonificando com físicos. Quem diz que o pensamento é o esporte do cérebro sabe exatamente do que está falando.

O envelhecimento causa uma queda natural na grossura do córtex, mas a meditação pode preservar o cérebro e até o restaura se você não tem mais de mil horas de meditação, não se preocupe. O pesquisador psicológico Fadel Zeidan, da University of North Carolina at Charlotte, descobriu que a meditação também traz benefícios a curto prazo. Uma única hora de meditação dividida em três dias (20 minutos por dia) pode, também, produzir efeito analgésico.

O processo fez uso de estimulação elétrica para causar dor antes e depois da meditação. A sensibilidade à dor diminuiu com o treinamento do foco no “aqui e agora”. Relacionando os efeitos da meditação à distração matemática – posteriormente inserida estudo – os cientistas descobriram efeitos analgésicos significantes geados pela meditação e pela distração matemática. Dê ouvidos a quem diz que a mente domina o corpo.

Colaboração – Ieda Estergilda

18.02.2011
Se duplicaron las alergias a la comida en una década

Los alimentos más procesados, una posible causa
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Por Fernando Soriano

Es una enfermedad moderna e incómoda que afecta cada vez a más personas. La detección de alergias a determinados alimentos en pacientes adultos y, sobre todo en los chicos, se duplicó en los últimos diez años. Los datos son a nivel mundial, y si bien no hay cifras oficiales en la Argentina, los médicos coinciden en que también se viene dando ese mismo incremento en los consultorios. “Los últimos estudios internacionales señalan que se duplicaron los casos en la última década. Ese cálculo global es extrapolable. En nuestro servicio tenemos una tasa de consultas en aumento muy importante en los últimos años”, detalla a Clarín Gustavo Marino, jefe de Alergología e Inmunología Clínica del Hospital Universitario Austral.
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A nivel global las alergias alimentarias ya afectan a un 8% de la población, cuando hace una década la prevalencia era del 4%. Además, según la Asociación Americana de Alergias, Asma e Inmunología, Estados Unidos pasó de un registro de 21 mil casos de reacciones alérgicas por ingesta de alimentos en 1998, a 51 mil en 2008. “La tasa de consultas acá es similar a la de un servicio de afuera, así que consideramos la misma prevalencia”, aclara Marino.
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Este incremento local hace que, de a poco, las alergias alimentarias empiecen a ser más consideradas en el país. El gobierno nacional acaba de incorporar al Código Alimentario Argentino la obligación de declarar en los alimentos a la venta las sustancias capaces de producir reacciones adversas en personas susceptibles. La información deberá estar en colores diferentes a continuación de la lista de ingredientes y las empresas tienen 180 días para sumar esos datos en los paquetes.
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Los alimentos que en Argentina causan reacciones alérgicas son muchos: de la soja –el más impactante– a la leche vacuna y al maní, del trigo a los mariscos. ¿Pero cuál es el motivo de que los casos aumenten? Si bien no hay certezas, los médicos tienen algunas hipótesis.

"La industrialización y la manipulación de los alimentos han tenido que ver. Hay un mayor conocimiento del tema. Y también se debe a los cambios en los hábitos de la alimentación, usando alimentos que no estaban en el país y que modifican la conducta del organismo”, entiende Gabriela Marín, jefa de Alergias del Hospital de Niños Ricardo Gutiérrez.

“No se sabe por qué crecen estas alergias. Una hipótesis es que el alérgico se hace sensible con las cosas con las que toma más contacto. Con la industrialización de alimentos nos dan proteínas en más cantidad en los mismos alimentos, y el cuerpo las reconoce como extrañas”, dice Marino.
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Las manifestaciones más frecuentes en una reacción alérgica alimentaria son de predominio gastrointestinal (cólicos, diarrea, constipación, reflujo) y dermatológico (urticaria y eccema); sin embargo se observa que también es importante el impacto sobre las vías aéreas superiores e inferiores en forma de rinitis y asma. “Un cuadro que no es menor es la anafilaxia , que es la suma de todo eso. El paciente comió, se empieza a brotar, le pican las manos, los pies, sigue con un ahogo, se congestiona, siente dolores crónicos y si no tiene la medicación adecuada puede morir”, ejemplifica Marino.
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A nivel global y local, los chicos siempre resultan los más afectados. “Es más probable en la infancia porque las tripas están permeables”, sintetiza Marín, quien, sin embargo, aclara que hay una buena noticia: en los pacientes menores se puede combatir y vencer: “ Se puede trabajar con los chicos para que paulatinamente vayan incorporando el alimento y generen una tolerancia que, en el caso de los adultos, ya se hace imposible”.
www.clarin.com/
18.02.2011
LIVRO

Procura-se: remédio contra a velhice

Por séculos, a busca pelo elixir da juventude foi especialidade de curandeiros e charlatões - hoje, atrai cientistas de verdade e gigantes da indústria farmacêutica


Em 1923, aos 67 anos e já pai de três filhos, três filhas e da psicanálise, Sigmund Freud decidiu fazer uma vasectomia. A técnica de esterilização havia sido desenvolvida cerca de duas décadas antes - mas, para Freud, esse era apenas um dos atrativos da operação. Como centenas de homens de seu tempo, o austríaco foi atraído pela promessa de que a vasectomia teria, na verdade, poderes rejuvenescedores.

Alguns anos depois, o poeta irlandês William Butler Yeats seguiu caminho semelhante e ficou maravilhado com os resultados. A cirurgia, escreveu, "praticamente fez de mim um novo homem. Não me sinto mais no fim da vida". Yeats morreria cinco anos depois, aos 73.

A onda de vasectomias no século passado foi mais um capítulo da longa e fracassada história da busca pelo elixir da juventude. O implante de testículos de macacos em europeus aflitos foi outro ponto baixo dessa história. Por volta de 1930, a demanda chegou a um nível tão grande que foi preciso construir uma fazenda de macacos para garantir o fornecimento do material "mágico". Episódios como esse deixaram uma marca profunda - por séculos, a procura por formas de combater o envelhecimento foi desdenhada como uma pseudociência. Coisa de charlatões.

Felizmente, essa má fama está, aos poucos, sendo desfeita. Na última década, cientistas de instituições como a Universidade Harvard obtiveram avanços monumentais na pesquisa de substâncias que podem aumentar a longevidade de seres humanos - e, mais do que isso, fazê-lo sem que os últimos anos de vida sejam um tormento marcado por doenças crônicas e internações hospitalares. É o que mostra o jornalista americano David Stipp no recém-lançado The Youth Pill ("A pílula da juventude", sem previsão de lançamento no Brasil).

Descobertas recentes, escreve Stipp, fizeram com que um nicho antes desprezado entrasse na mira de grandes empresas farmacêuticas e investidores. Em 2008, a gigante britânica GlaxoSmithKline comprou o laboratório de biotecnologia americano Sirtris por 720 milhões de dólares. Os cientistas por trás do Sirtris haviam sido responsáveis pela conclusão de que o resveratrol, substância encontrada no vinho tinto, alonga a vida de ratos. A chegada de "pílulas da juventude" às farmácias, antes tida como sonho distante, é hoje viável.

Quando um entrevistador perguntou à atriz francesa Catherine Deneuve como ela havia conseguido passar dos 60 anos com, digamos, tudo em cima, a resposta foi: "Se você quer uma explicação, vá conhecer a minha mãe. Tem 98 anos. É genético". Claro, botox, cirurgias plásticas e outras maneiras de amenizar os efeitos da idade ajudam - mas ela, no fundo, tem razão.

Estudos feitos com pessoas centenárias mostram que há, nesse grupo, de tudo um pouco. Aquele que come bacon no café da manhã todos os dias; outro que nunca se exercitou em 100 anos; a centenária que devorava um pacote de biscoito recheado de uma só vez; aqueles que haviam fumado por décadas. Ou seja, quem nasceu com o DNA certo pode chegar aos 100 mesmo sem ter feito sacrifício algum em seu estilo de vida. Já o resto da humanidade pode até se exercitar, entupir-se de salmão com salada, manter-se intelectualmente ativo: mesmo assim, será muito difícil para os não escolhidos chegar aos 100 anos. Parece cruel, mas, para os cientistas, essa foi uma descoberta revolucionária. Eis, escreve Stipp, o atalho para criar a pílula da juventude: encontrar os genes que fazem a diferença.

http://www.exame.com/
18.02.2011
Ilustração - ANA JUAN
"Saber Envelhecer"

Danielle Dittmers

Com a maior expectativa de vida da população, o novo desafio da atualidade é saber envelhecer, é chegar à velhice com qualidade de vida. A ciência conseguiu ampliar os anos de vida, que são acompanhados de uma melhora significativa de saúde, agora a preocupação da Saúde Pública é ajudar a agregar um modo de vida mais satisfatório aos anos adicionais. Os desafios são manter a independência, uma vida ativa com alegria, a prevenção de doenças e a preservação das capacidades funcionais.

Seguindo essa tendência vemos muitos programas de televisão exibindo matérias sobre como alcançar a longevidade e viver com saúde. É um processo importante que precisa ser pensado e planejado com antecedência. Uma pessoa que se aposente com 60 anos ainda poderá viver bem uns 20, 30 anos, é um tempo considerável, que também requer um projeto de vida.

É necessário que a visão que se tem ainda hoje sobre o envelhecimento mude, pois é um período de vida que se torna cada vez maior. A sociedade consiga investir mais nessa fase por meio de políticas públicas, serviços, pesquisas, áreas de lazer e convivência, criar mais condições pra que a velhice possa acontecer de maneira mais saudável. É fundamental que se consiga incorporá-los em nossa sociedade, fazendo com que participem mais e se sintam úteis.

A sociedade precisa mudar seus conceitos sobre a velhice, a valorização apenas do que é novo, como modelo de beleza, segrega o idoso. Para a indústria farmacêutica e de cosméticos é essencial que as pessoas queiram ficar cada vez mais jovens, utilizar rocedimentos clínicos, fazer plástica. Será que é tão difícil envelhecer? Só o novo é belo?

Essa pressão constante dificulta o movimento de passar por essa fase e de aceitar as perdas e as mudanças no corpo e no rosto e muitas vezes na saúde. A inaceitação dessa fase e de suas conseqüências assim como o sentimento de menos valia leva a muitas pessoas a se sentirem deprimidas. A depressão acomete grande parte dos idosos.

Dessa forma, independente do movimento social, as mudanças precisam ser em primeiro lugar no âmbito individual e familiar. O investimento agora é em si mesmo, em se cuidar, manter a identidade, a esperança, a alegria de viver, fazer as coisas que gosta. Saber lidar com as frustrações, sem se render a elas. Manter a autonomia e a independência frente às tarefas da vida diária, prestar atenção nas notícias, nas novidades em relação ao Brasil e ao mundo. Tentar realizar sonhos antigos, alimentar novos sonhos, conviver com os amigos, com os familiares.

Tanto a família quanto a própria pessoa precisam estar atentas, na existência de dificuldades nessa fase, não hesitar em buscar ajuda, pois ainda há tempo de fazer diferente e mudar, se preciso.


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18.02.2011
Libro
 Marilyn como cadáver exquisito

Por las manos de Thomas T. Noguchi, un forense de Los Ángeles, pasaron los cuerpos de Robert Kennedy, Sharon Tate, William Holden, Natalie Wood y el de la rubia inmortal. Y él cuenta en un libro sus secretos 

Fotografía inédita del cadáver de Marilyn Monroe en el dormitorio de su casa. Un policía, probablemente el sargento Jack Clemmons, señala las pastillas que provocaron la muerte de la actriz.- LOS ANGELES PUBLIC LIBRARY, NICK BOUGAS, JAMES MASON. Cedida por la editorial GLOBAL RHYTHM PRESS




Lee un fragmento de 'Cadáveres exquisitos', de Thomas T. Noguchi

Encontraron a la famosa actriz tendida sin ropa sobre la cama. En una imagen conmovedora que se transmitió como un rayo por todo el mundo, yacía muerta con un brazo extendido y la mano en el teléfono. El sargento Jack Clemmons, inspector de guardia en la comisaría de Los Ángeles Oeste, registró una llamada del doctor Greenson informando sobre la muerte de Monroe a las 4.25 de la mañana del domingo. "¿Marilyn Monroe?", se preguntó. Debía de ser una broma. En lugar de dar aviso a una patrulla, como hubiera hecho normalmente, fue en persona a comprobar la veracidad de la llamada. Clemmons comenzó a sospechar de inmediato sobre las circunstancias de aquella muerte. Para empezar, había algo que no cuadraba con el tiempo: la señora Murray (la enfermera-asistenta que cuidaba de Monroe) comentó que habían encontrado el cuerpo poco después de la medianoche y, sin embargo, la policía no fue avisada hasta las 4.25. ¿Qué sucedió mientras tanto? El doctor Greenson declaró que había telefoneado a los estudios y a colaboradores de Monroe, pero el sargento no se creyó que esas llamadas le hubieran podido ocupar cuatro horas. ¿Alguien se había encargado de destruir las pruebas de un delito?

Esa misma mañana fui a la oficina forense para iniciar mi jornada laboral. En mi condición de ayudante me tocaba trabajar todos los domingos y a veces los siete días de la semana, pues andábamos cortos de personal y el trabajo se acumulaba. Pero esa mañana percibí que algo extraño sucedía. El doctor Curphey había telefoneado temprano a la oficina para dejarme un mensaje. La nota que había sobre mi escritorio rezaba: "El doctor Curphey quiere que el doctor Noguchi haga la autopsia de Marilyn Monroe". En una situación normal era un trabajo indicado para un médico forense con más experiencia. Y, sin embargo, el doctor Curphey se había molestado en llamar un domingo a primera hora para adjudicarme la tarea. (...)

El cadáver que se hallaba sobre la mesa 1 estaba cubierto por una sábana blanca. Lo destapé lentamente y me detuve. Me costó unos instantes hacerme a la idea de que estaba contemplando el rostro de la verdadera Marilyn Monroe. (...) Sabía que el mundo entero exigiría saber qué había ocurrido con un personaje tan querido. Sintiendo ya esa carga, comencé el examen. No hallé ni una sola marca de aguja, y eso es lo que consigné en el diagrama corporal del informe. Sin embargo, curiosamente, sí encontré señales que podían indicar violencia: también apunté esos hallazgos en el diagrama. En la región lumbar, a la izquierda, Monroe presentaba una ligera equimosis, un hematoma cárdeno resultado de una pequeña hemorragia ocurrida dentro de los tejidos. (...) ¿Pero tenía relación con su muerte o había sido fruto de un percance doméstico como, por ejemplo, el tropiezo con una mesa? En ese momento creí que el traumatismo no tenía conexión alguna con el deceso. Tanto su ubicación, justo por encima de la cadera, como sus reducidas dimensiones me hacían descartar la violencia como causa. Habría resultado más lógico encontrar heridas recientes alrededor del cuello o la cabeza en el caso de que Monroe hubiera sido atacada. No obstante, ese hematoma sigue sin tener hoy una explicación. Y, tratándose de un posible indicio de violencia, no deja de ser curioso que haya pasado desapercibido para la mayoría de los periodistas de investigación que se han interesado más tarde por el tema.

En mi informe expuse las conclusiones de la autopsia. Empezaba así: "Examen externo: el cuerpo sin embalsamar pertenece a una mujer caucásica de treinta y seis años y buena constitución, sana, con cincuenta y tres kilos de peso y un metro sesenta y seis de estatura. El cuero cabelludo está cubierto por una melena de color rubio oxigenado. Ojos azules.[...] Se advierte una leve equimosis entre la cadera izquierda y el lado izquierdo de la región lumbar". A continuación, el informe pasaba a detallar el examen interno de los sistemas cardiovascular, respiratorio, hepático y biliar, sanguíneo y linfático, endocrino, urinario, reproductor y digestivo. Fue la sección que analizaba el sistema digestivo la que más tarde creó la controversia y llevó a decir a los partidarios de la conspiración que "probaba" el asesinato de Monroe, puesto que yo no había detectado ningún rastro del paso de píldoras por el estómago o el intestino delgado. Ningún resto. Ningún cristal refractario, aunque los frascos de píldoras recogidos mostraban que Monroe había ingerido entre cuarenta y cincuenta nembutales y abundantes cápsulas de hidrato de cloral. Por todo ello, los defensores de la teoría del asesinato aducían que alguien le había inyectado a Monroe las drogas que la mataron.

(...) El informe del laboratorio toxicológico aún añadiría más leña al fuego. Llegó a mis manos varias horas después de que finalizara la autopsia y, nada más comenzar a leerlo, disparó mis alarmas. Yo había enviado, junto con el hígado, muestras de sangre para realizar las pruebas de alcohol y barbitúricos. Además, había remitido otros órganos para "un posterior análisis toxicológico", entre ellos el estómago con su contenido y el intestino. De inmediato me percaté de que los técnicos del laboratorio no habían examinado esos órganos: se habían limitado a analizar la sangre y el hígado.

¿A qué se debía esa omisión en lo que hoy constituye el proceder rutinario del departamento? Los datos arrojados por los análisis de la sangre y el hígado, unidos al frasco vacío de Nembutal y al parcialmente vacío (faltaban 40 cápsulas sobre un total de 50) de hidrato de cloral, apuntaban de forma tan contundente hacia el suicidio que el toxicólogo jefe, Raymond J. Abernathy, no había considerado necesario proseguir con el resto de las pruebas. En concreto, el análisis de sangre mostraba 8,0 mg% de hidrato de cloral, y el hígado, 13,0 mg% de pentobarbital (Nembutal), en ambos casos dosis ciertamente mortales.

Aun así, debí haber insistido en que se analizaran todos los órganos, especialmente el contenido del estómago y algunos segmentos del intestino. Pero no actué con diligencia. Siendo un subalterno, consideré inútil cuestionar las decisiones de los jefes en un asunto de procedimiento. Además, las pruebas me habían persuadido, al igual que a los toxicólogos, de que Marilyn Monroe había ingerido una cantidad de fármacos suficiente para provocarse la muerte.

Cuando al cabo de unos días se hicieron públicas las conclusiones del médico forense, los medios saltaron raudos sobre esa omisión. Yo quería rectificar el error, pero ya era demasiado tarde. Unas semanas después le pregunté a Abernathy si había conservado los órganos de Monroe que le había remitido. En caso afirmativo, aún teníamos una oportunidad de analizarlos. Me contrarió escucharle decir: "Lo siento, pero nos deshicimos de todo tras cerrarse el caso". Sabía que los medios denunciarían un encubrimiento. Acerté. Las más variadas teorías acerca de un hipotético asesinato brotaron de inmediato y han persistido hasta hoy.

Los partidarios de la teoría del crimen, trabajando con la hipótesis de que tanto la fallecida como el "diario" en su poder representaban una amenaza para Robert Kennedy, destacaban el hecho de que Kennedy había volado a San Francisco el 3 de agosto de 1962, víspera de la muerte de Marilyn Monroe. (...) Lo que algunos defendían era que Kennedy había volado a Los Ángeles para supervisar el asesinato de Marilyn Monroe. Según se dijo, Robert Slatzer (amigo y confidente de Marilyn) habló con una mujer que vivía en la misma manzana que Monroe y esta declaró que había visto a Kennedy, acompañado por un hombre que llevaba un maletín de médico, entrando en casa de Monroe la tarde del sábado. De acuerdo con el guión de Slatzer, el hombre del maletín le había inyectado a Monroe las drogas que acabaron con su vida.

La "prueba" de una participación directa de Kennedy en el asesinato de Monroe era tan estrambótica que incluso otros adalides de la idea conspirativa la rechazaron. Muchos esgrimían una segunda teoría. Creían que el crimen fue perpetrado por agentes corruptos de la CIA inquietos ante la posibilidad de que Monroe guardara en su diario informaciones suministradas por Kennedy. Algunos datos parecían corroborar la existencia de tal diario. En 1962, Lionel Grandison era un ayudante del forense con funciones administrativas; él fue quien firmó el certificado de defunción de Marilyn Monroe y, según declaró más tarde, llegó a ver el diario en la oficina forense, aunque al día siguiente había desaparecido.

El conocido especialista en pinchazos telefónicos Bernie Spindel aportó otra presunta "prueba" sobre la participación de Kennedy en la muerte de Monroe. La casa de Spindel, que estaba reuniendo datos contra Kennedy por cuenta del líder del sindicato de camioneros Jimmy Hoffa, había sido registrada por la fiscalía de Nueva York. Los partidarios de la teoría del crimen resaltaban que Kennedy era en aquel momento senador por Nueva York y amigo de Frank Hogan, fiscal del distrito. En su opinión, Kennedy estaba detrás de la operación. Las cintas de Spindel, confiscadas durante el registro, nunca fueron devueltas, y este se querelló para recuperar "cintas y otras pruebas relacionadas con la muerte de Marilyn Monroe que refutan con rotundidad la versión oficial sobre las circunstancias de esa muerte".

(...) El 4 de noviembre de 1984 (22 años después de su muerte) tuve ocasión de responder pormenorizadamente a las preguntas que me hicieron los dos ayudantes del fiscal responsables de la investigación oficial sobre la muerte de Marilyn Monroe. (...) Los inspectores estaban interesados en hallar respuestas a tres cuestiones derivadas de mi informe:

1. La autopsia señalaba que el estómago se hallaba "casi totalmente vacío". ¿Cómo podía ocurrir tal cosa cuando Monroe acababa de ingerir una cantidad masiva de píldoras?

2. ¿Por qué no se hallaron comprimidos a medio digerir, polvos o alguna irritación rojiza en las paredes estomacales?

3. Monroe había ingerido una gran cantidad de nembutales amarillos, así que debían aparecer restos de tinte amarillo en las paredes de la garganta, el esófago y el estómago. ¿Por qué no se detectó ninguna coloración amarilla?

La cuarta pregunta se refería al examen externo del cuerpo de Monroe. Se sabía que el doctor Greenson le había puesto a Monroe su inyección habitual la víspera de su muerte, pero en su cuerpo no se había apreciado ninguna marca. ¿Por qué?

Para contestar a la primera pregunta, la concerniente al estómago vacío, inicié mi explicación recurriendo a un hecho cotidiano. Cuando pruebas comida exótica que no "se aviene" contigo, en ocasiones sufres una indigestión, lo cual significa que el estómago rechaza la comida y no permite que pase fácilmente a los intestinos. Sin embargo, cuando ingieres una comida que estás habituado a comer (un filete, por ejemplo), no se produce tal indigestión y la comida pasa fluidamente hasta los intestinos. Lo mismo sucede con las pastillas cuando las toman consumidores habituales de drogas. Marilyn Monroe había abusado de los somníferos y el hidrato de cloral durante años. Su estómago se había acostumbrado a las píldoras, así que las digería y las "volcaba" en el tracto intestinal. (...)

Para responder a la segunda pregunta, sobre la previsible presencia de pastillas a medio digerir, polvos o irritaciones en las paredes estomacales, me remití a mi informe, donde decía que "la mucosa presenta [...]una difusa hemorragia local". En otras palabras, tras las paredes estomacales (la mucosa) había una mínima aunque extendida hemorragia, la irritación rojiza de la que hablaba el doctor Weinberg.

Les comenté a los inspectores que la tercera cuestión (el supuesto de que el tinte amarillo del Nembutal tenía que haber manchado las paredes internas de la garganta y el estómago) solo podía haber sido planteada por un lego en la materia. En mi carrera me he topado en numerosas ocasiones con el Nembutal. Parece tratarse de una de las drogas favoritas de quienes planean suicidarse. Expliqué a los ayudantes del fiscal que si uno coge una pastilla amarilla de Nembutal, se la pasa por los labios para humedecerla y, por último, se frota el dedo en ella, no se mancha con ningún tinte amarillo. El Nembutal viene en una cápsula especial que no destiñe al ser ingerida.

Respecto a la pregunta de por qué no se habían hallado marcas de pinchazos cuando se tenía constancia de que el doctor Greenson sí había inyectado a Monroe, contesté que las señales dejadas por agujas quirúrgicas muy finas como la usada por el doctor Greenson se cerraban al cabo de pocas horas, borrándose así todo vestigio de ellas. Solo pueden detectarse los pinchazos muy recientes. El doctor Greenson había puesto esa última inyección cuarenta y ocho horas antes de la autopsia. Por tanto, era lógico que yo no hallara ninguna marca reciente.




'Cadáveres exquisitos', de Thomas T. Noguchi.
Global Rhythm Press. Precio: 19,50 euros.

05.02.2011

CULTURA,  Gran dama de la carpa


Paulina Schumann: vedette, amazona y Princesa del Circo




A sus 90 años, protagoniza la exposición 'Un siglo de circo' en Santa Mònica 

Hija del mítico Charlie Rivel, unió dos dinastías al casarse con Schumann 
Fue la gran dama del circo europeo y lo revolucionó dándole glamour a la carpa 

Vanessa Graell, Barcelona

Paulina Schumann es la última gran diva del circo. Brilló en los escenarios de medio mundo como acróbata, equilibrista, bailarina, cantante, clown y, sobre todo, como amazona. Era capaz de hacer cualquier cosa, por algo la llamaban la Princesa del Circo. A sus sorprendentes 90 años (el rostro sigue increíblemente terso, bótox de por medio) continúa llevando el circo en el ADN y reivindicando una tradición familiar y artística que poco tiene que ver con la factoría millonaria del Cirque du Soleil.
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"En los viejos tiempos, los artistas de circo tenían que saber de todo, cualquier cosa. Dominabas todo el cuerpo y los sentidos. En cambio, hoy, los artistas se especializan en un número y no saben hacer más. En el circo de ahora se hace lo mismo que yo hacía 70 años atrás. Entonces muchos me criticaron por impulsar un nuevo circo diciendo que '¡Eso no era circo'", cuenta Paulina, con un curioso acento ¿francés?, ¿inglés?, ¿italiano? "Hablo siete idiomas, pero en todos tengo acento, es algo que viene cuando uno crece en el mundo del circo, rodeado de rusos, alemanes, italianos, suecos, árabes...", reconoce la hija del legendario clown Charlie Rivel (Josep Andreu, en el DNI), que nació en Barcelona casi por casualidad, mientras sus padres hacían temporada en el desaparecido Teatro Novedades. 'Hoy en día, los artistas se especializan en un número y no saben hacer más'
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La exposición 'Paulina Andreu Rivel Schuman. Un siglo de circo' rinde homenaje en Arts Santa Mònica a esta gran dama que llevó el glamour a las carpas de circo. "Mis toilettes eran las más caras", recuerda con una sonrisa. Pero supo modernizar una tradición centenaria e imprimió una nueva estética al circo de los años 40. Portada de revistas, asistía a las fiestas de la alta sociedad y se codeaba con la realeza europea, aunque su hábitat natural era la carpa de circo.
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Paulina creció entre caravanas, en carpas ambulantes, de ciudad en ciudad. Con sólo seis añitos debutó en el Empire de París con una imitación de Josephine Baker, vedette que triunfaba en los años 20. Después, su hermano Juanito, de cuatro años, pondría la percusión a su show y, junto a sus hermanos menores, formarían el cuarteto Charlie Rivel's Babys. "La pista es tu casa, tu alma. Los dolores y preocupaciones desaparecen cuando pisas el escenario", asegura la artista.
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Al casarse con el caballista Albert Schumann, Paulina unió dos dinastías circenses, la Andreu-Rivel, y la escandinava Schumann, especializada en el arte ecuestre. Y al llegar a la familia Schumann aprendió a montar y a crear espectáculos ecuestres. "Mi marido me decía que todos los caballos tienen una cara diferente, pero a mí todos me parecían iguales: o blancos o negros o con manchas. Pero con el tiempo sí llegas a reconocerlos", explica.
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Aunque al principio fue "¡terrible!" aprender a ser amazona, al final Paulina hacía números tan espectaculares como ponerse cabeza abajo sobre un caballo alzado sobre dos patas. "¡La primera vez estaba muerta de miedo! El caballo se reveló, se puso de pie y empezó a andar. Yo me agarraba fuerte para no caer. El público aplaudía entusiasmado. Durante noches soñé con ese caballo...", recuerda la amazona, que construía números sofisticados en los que el circo se mezclaba con el 'music hall'.
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La última vez que Paulina pisó un escenario fue en la Navidad de 1998, en el Circo Raluy, donde ofreció una exhibición como amazona de la alta escuela (¡a la edad de 77 años!). Era la primera vez que actuaba sobre un caballo en su ciudad natal. Porque aunque cosechó éxitos a lo largo y ancho del mundo, nunca llegó a mostrar su arte ecuestre en España. A Paulina Schumann el reconocimiento le ha llegado tarde: hace tres años recibió el Premio Nacional de Circo de la Generalitat y el rey Juan Carlos le entregó la Medalla de Oro al Mérito Artístico.

Hasta el 8 de mayo, se podrán ver en la exposición de Arts Santa sus elegantes vestidos de vedette, los carteles que anunciaban sus espectáculos, vídeos en los que aparece con su padre y decenas de fotografías que resucitan la época dorada del circo.
14.02.2011
PERDÃO E FELICIDADE

"O perdão está relacionado a felicidade na velhice", diz especialista

Segundo o geriatra da UnB, Renato Maia ( foto ), o alívio de mágoas antigas pode auxiliar na manutenção da saúde e assegurar o bem-estar físico e mental.
 
Ter uma vida longa e saudável: um desejo possível. Segundo o geriatra Renato Maia "as pessoas têm que ter uma mentalidade de construção de vida". Em um bate-papo com os internautas do site do Globo Repórter, ele deu dicas de como alcançar a longevidade e afirmou: "Quem quer viver muito, quem quer viver bem, tem que viver agora." Confira abaixo alguns trechos dessa entrevista: 

Alimentação 
É um dos principais fatores para a longevidade, mas não é o único. A chamada restrição calórica, que é a diminuição das calorias consumidas durante o dia, pode aumentar o tempo de vida de 30% a 40%. É um componente importante. Mas a vida longa depende de uma boa genética, uma boa alimentação, atividade física e elementos sociais como objetivo de vida, bom humor etc.  Saber perdoar

O perdão está relacionado ao bem-estar e a felicidade na velhice. Não é apenas uma opinião, isso é baseado em pesquisas. A capacidade de perdoar significa um alívio de mágoas antigas que, quando presentes, acabam levando a pessoa a uma vida curta por comprometer sua saúde mental, sua saúde física e seu bem-estar.

Sexualidade 
A sexualidade tem uma relação distinta em relação à longevidade. Existem grupos religiosos indianos que combatem o orgasmo porque acham que o orgasmo é uma perda de energia que atrapalha o tempo de vida. Mas tirando esse aspecto espiritualista, a sexualidade pode aumentar o tempo de vida por causar uma maior satisfação. É uma manifestação de bem-estar, interesse e valorização da vida. Contribui para deixar a pessoa mais alegre e feliz. E quem é mais alegre e feliz, vive mais.

Exercícios físicos
Tanto os exercícios aeróbicos como a musculação são muito úteis. A musculação tem um papel importante na prevenção da osteoporose porque é uma estratégia grande de manter a densidade óssea. Os exercícios aeróbicos são importantes em qualquer fase da vida porque tem impacto na nossa resistência cardiorespiratória. A intensidade deve ser sempre moderada. O importante para os idosos é que façam uma atividade que não cause desgaste, dor e respeite seus limites.


Perda de memória
A perda de memória não é obrigatória. O que ocorre muito à medida que a pessoa envelhece é uma identificação com o processo da memória. A atividade física é bem-vinda porque melhora a função cerebral. Leitura, jogos que exigem raciocínio são úteis também. Tem que ter um estímulo cognitivo, ou seja, procurar exigir de si mesmo tudo o que for possível. Isso significa fazer cálculos de cabeça, submeter-se a novas tarefas que exijam mais da função cognitiva. Em suma, tudo aquilo que possa beneficiar o cérebro. Uma coisa importante é evitar medicamentos que possam comprometer a função cerebral, que são tranquilizantes e medicamentos para dormir. Consumidos a longo prazo, podem ser muito prejudiciais. 


Aposentadoria 
A aposentadoria tem duas características: é um período de oportunidade de a pessoa criar um novo período de vida em que ela possa, na maturidade, fazer coisas que gosta, sem ter que se preocupar tanto quanto o jovem. É um período de risco também porque muitas pessoas não conseguem, especialmente os homens, deixar uma carreira profissional que lhe dava renda, prestígio, amigos. Ele acaba ficando em casa criando um ambiente terrível incomodando a todos e a si mesmo. A aposentadoria é uma conquista social, mas se a pessoa não se preparar, pode ser um risco para a saúde.

13.02.2011